Hoje tivemos que nos levantar mais cedo do que o habitual. Por volta das oito horas já estávamos prontas e com tudo arrumado. Às 8 e meia tomámos o pequeno-almoço e, de seguida, fizemos o check-out do Hotel. Fomos para a estação de comboios e o Nikon estava lá à nossa espera.
O comboio para Patras partiu às 9:45 e nós passámos a viagem toda a contar piadas e falar em Português sobre quão deuses os gregos são. O pobre Nikon ficou confuso, heheh... A viagem foi fenomenal. Não esperávamos conseguir ver tudo dentro do planeado e conhecer pessoas tão interessantes. E não esperava que nos dessemos tão bem, nós as cinco. Não tivemos nenhuma discussão, apesar de termos maneiras de pensar diferentes... Acho que melhor era impossível. Vamos carregadas e cansadas, mas isso não importa. O que interessa é o espírito.
Chegamos a Patras por volta das 14 horas, almoçámos e fomos dar uma volta pela cidade visitar os seus pontos fortes. Vimos a praia... Oh, a praia... Como nos fazia bem um dia ali, estendidinhas ao sol, a torrar… Ao ver aquelas pessoas ali estendidas fiquei com uma inveja horrível. Mas pouco importa, elas também não imaginam como nos divertimos com a nossa carga às costas.
Como não podíamos ficar muito tempo, vimos mais montras, comprámos os inevitáveis souvenirs e fomos para uma esplanada perto do porto onde estava atracado o nosso ferryboat. Conversámos até faltarem 15 minutos para o barco partir. O Nikon disse que ia ter muitas saudades nossas e deu um abraço e uma margarida a cada uma. Podia jurar que ele estava a chorar... É incrível como as pessoas criam laços em tão poucos dias...
Pensei eu.
A última imagem que tenho dele é um rapaz de meia estatura, cabelo e olhos castanhos, com uma t-shirt branca e vermelha, calças azuis com bolsos largos, a acenar com o braço e mostrar um cartão amarelo. A Filipa Morais entrou em pânico. Foi à sua mochila, esvaziou tudo, procurou por todo o lado e só encontrou um cartão... Nós fizemos o mesmo. Nada... Ele tinha roubado um dos cartões de crédito! E provavelmente conseguia falsificar a assinatura...
Não nos importámos com o custo das chamadas para Portugal, ligámos de imediato aos pais da Filipa para cancelarem aquele cartão! Em menos de uma hora, telefonaram-nos a confirmar o sucesso da operação. Ufa...
Assim é que acaba a nossa aventura na Grécia. Enganadas, seduzidas pela simpatia e pelas ofertas de um ladrão da nossa idade e roubadas... Isto é terrível... Mas eu não percebo... Porque é que ele acenou com o cartão na mão? Provavelmente tirou a mão do bolso para acenar e esqueceu-se de o largar... Ladrão subtil, mas parvo. Foi muito chato, mas agora só queremos que aquele falso se divirta com o seu novo pedaço de plástico amarelo.
Jantámos e ocupámos os nossos lugares no convés. Acertámos os nossos relógios. São 8 horas em Itália, 7 na Grécia. Fomos para os nossos camarotes.
Amanhã vai ser um novo dia.
O comboio para Patras partiu às 9:45 e nós passámos a viagem toda a contar piadas e falar em Português sobre quão deuses os gregos são. O pobre Nikon ficou confuso, heheh... A viagem foi fenomenal. Não esperávamos conseguir ver tudo dentro do planeado e conhecer pessoas tão interessantes. E não esperava que nos dessemos tão bem, nós as cinco. Não tivemos nenhuma discussão, apesar de termos maneiras de pensar diferentes... Acho que melhor era impossível. Vamos carregadas e cansadas, mas isso não importa. O que interessa é o espírito.
Chegamos a Patras por volta das 14 horas, almoçámos e fomos dar uma volta pela cidade visitar os seus pontos fortes. Vimos a praia... Oh, a praia... Como nos fazia bem um dia ali, estendidinhas ao sol, a torrar… Ao ver aquelas pessoas ali estendidas fiquei com uma inveja horrível. Mas pouco importa, elas também não imaginam como nos divertimos com a nossa carga às costas.
Como não podíamos ficar muito tempo, vimos mais montras, comprámos os inevitáveis souvenirs e fomos para uma esplanada perto do porto onde estava atracado o nosso ferryboat. Conversámos até faltarem 15 minutos para o barco partir. O Nikon disse que ia ter muitas saudades nossas e deu um abraço e uma margarida a cada uma. Podia jurar que ele estava a chorar... É incrível como as pessoas criam laços em tão poucos dias...
Pensei eu.
A última imagem que tenho dele é um rapaz de meia estatura, cabelo e olhos castanhos, com uma t-shirt branca e vermelha, calças azuis com bolsos largos, a acenar com o braço e mostrar um cartão amarelo. A Filipa Morais entrou em pânico. Foi à sua mochila, esvaziou tudo, procurou por todo o lado e só encontrou um cartão... Nós fizemos o mesmo. Nada... Ele tinha roubado um dos cartões de crédito! E provavelmente conseguia falsificar a assinatura...
Não nos importámos com o custo das chamadas para Portugal, ligámos de imediato aos pais da Filipa para cancelarem aquele cartão! Em menos de uma hora, telefonaram-nos a confirmar o sucesso da operação. Ufa...
Assim é que acaba a nossa aventura na Grécia. Enganadas, seduzidas pela simpatia e pelas ofertas de um ladrão da nossa idade e roubadas... Isto é terrível... Mas eu não percebo... Porque é que ele acenou com o cartão na mão? Provavelmente tirou a mão do bolso para acenar e esqueceu-se de o largar... Ladrão subtil, mas parvo. Foi muito chato, mas agora só queremos que aquele falso se divirta com o seu novo pedaço de plástico amarelo.
Jantámos e ocupámos os nossos lugares no convés. Acertámos os nossos relógios. São 8 horas em Itália, 7 na Grécia. Fomos para os nossos camarotes.
Amanhã vai ser um novo dia.
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