quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Dia 6

Hoje tivemos um dia mais livre, pudemos dormir até mais tarde e tomar o pequeno-almoço com calma.
Encontrámo-nos ao meio-dia com a Bianca. Assim que a vimos, reparámos que ela não é muito bonita, mas tem uma simpatia contagiante e gostou muito de nós. Ela fez montes de perguntas: de onde somos, porque estamos a viajar, porque viajamos em grupo, se gostamos do nosso país, como são as pessoas em Portugal... Nós respondemos o mais sinceramente possível, num Inglês quase fluente. Ela compreendeu o que nós dissemos e respondeu às nossas perguntas. Ela vive em Agrigento e é parente de um dos guias do Vale dos Templos. Por isso é que se ofereceu para nos guiar pelo Vale.

Estivemos lá o dia todo. Segundo a Bianca, ele foi classificado pela UNESCO, em 1998, como Património Mundial da Humanidade. Nós vimos muitas ruínas, mas os templos em que reparámos mais foram:
- o templo de Juno; Apenas vimos as suas colunas, sem nenhuma espécie de tecto. Parece que era um templo onde se realizavam casamentos e acabou por ser incendiado pelos Cartaginenses 4 séculos a.C.
- o templo da Concórdia; tinha uma fachada de 6 colunas enormes a "tapar" o edifício principal. Não foi dedicado a nenhum deus.
- o templo de Hércules; era um dos templos mais bonitos, mas foi destruído por um sismo e agora restam apenas 8 das suas colunas.
- o templo de Zeus Olímpico; foi dedicado ao deus grego Zeus, o homónimo se Júpiter. Antes de ser destruído, tinha estátuas de 8 metros de altura, com forma humana, ao seu redor, mas nós só pudemos ver uma das estátuas no solo, partida em pedaços organizados como um puzzle para as pessoas terem uma ideia de como eram.
- o templo de Castor e Pollux. Foi edificado para honrar os dois filhos gémeos de Esparta e Zeus, Castor e Pollux. A Bianca disse que esse templo é o símbolo da cidade de Agrigento.
- o templo de Vulcano. É o templo que sofreu mais danos ao longo do tempo... Estava muito degradado.
- o templo de Esculápio. Era um local onde os doentes procuravam receber tratamento e abrigo. Foi dedicado a Esculápio, o deus romano da medicina.

A Bianca foi muito prestável, e ela sentia-se muito orgulhosa por nos poder mostrar as coisas boas que a sua cidade tem. Convidámo-la para jantar connosco, mas ela tinha um compromisso e não pôde vir...o que foi uma pena. No entanto, prometemos-lhe que, se ela viesse a Portugal, ela podia contar connosco para ter companhia e guias de confiança para não se perder no nosso país... ou melhor, na nossa cidade!

Voltámos ao hotel e vamos descansar. Amanhã espera-nos mais um dia de viagem. Vamos para Bari, o nosso porto de partida para a Grécia.

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